5 fatos sobre as Escolas Públicas dos EUA que você deve saber

Você sabia que as escolas nos Estados Unidos funcionam em tempo integral? E que a maior parte das pessoas que poderiam estudar em escolas particulares prefere as públicas? Que a educação preza pela liberdade de escolha de cada estudante? E como funcionam os sistemas de avaliação?

Se está pensando em emigrar para os Estados Unidos, ou pelo menos fazer um intercâmbio, é essencial estar por dentro do sistema de educação estadunidense, que tem várias diferenças significativas em relação ao Brasil, o que pode afetar tanto no seu desempenho acadêmico como nas suas chances de conseguir um bom emprego lá. Para saber mais, continue lendo!

Escolas públicas X Escolas particulares

Apenas 10% dos estudantes dos Estados Unidos frequentam escolas particulares, contra 18,8% dos estudantes brasileiros, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INPE).

Lá, apesar de também haver desigualdade entre escolas públicas localizadas em bairros melhor ou pior estruturados, no geral a educação pública nada fica a dever em relação ao sistema particular de ensino.

Assim, escolas com boa infraestrutura costumam contar com:

– Pistas de corrida;

– Quadras de esporte com arquibancada;

– Laboratórios de pesquisa;

– Refeitório com cardápio variado;

– Bibliotecas e auditórios.

Isso quer dizer que a maioria dos pais que teriam condições de matricular os filhos em escolas particulares também acaba optando pelas públicas.

Assim, as exceções que vão para as escolas particulares acontecem por basicamente duas razões:

– O sistema público de ensino é considerado agnóstico, o que quer dizer que estas escolas não priorizam uma crença religiosa em relação à outra. No máximo, os alunos tomam contato com elas em disciplinas como História, e na decoração não há símbolos como crucifixos, santos etc. Alguns pais mais religiosos buscam colocar os filhos em escolas mais de acordo com suas ideias religiosas, e estas costumam ser as particulares;

– Como na escola pública existe muita diversidade (alunos mais e menos abastados, imigrantes de variadas culturas etc.), alguns pais buscam por uma “clientela mais selecionada”.

Leia tudo o que você precisa saber para imigrar para os EUA no e-book: Guia Prático de Imigração para os EUA.

Distrital

As escolas públicas são consideradas distritais. Isso significa que não há uma Secretaria de Educação responsável por todas as escolas de uma cidade, e sim que cada bairro ou distrito fica responsável por sua escola, que é frequentada por moradores dessa região.

Com isso costuma haver maior integração entre a escola e a comunidade ao redor dela, que ajuda com doações para o pagamento do que seria o nosso IPTU (e esse dinheiro é complementado pelo estado e pelo governo federal), trabalhos voluntários e elege seus cargos de comando:

– Conselho escolar;

– Superintendente (direciona o trabalho da escola);

– Diretores e diretores-assistentes (que são os que contratam os professores e outros funcionários).

Divisão educacional

Por mais que os pais queiram mandar os filhos para a escola pública, precisarão primeiro investir em uma escola paga para que eles tenham acesso à Kindergarten (Pré-Escola), porque esta modalidade de ensino não é coberta pelo sistema público.

Depois desta fase, a educação é dividida da seguinte maneira:

– Lower School ou Elementary School (Ensino Fundamental I);

– Middle School (Ensino Fundamental II);

– High School (Ensino Médio).

A High School, uma das modalidades mais procuradas por alunos de intercâmbio, dura quatro anos (que seriam os nossos 9º, 10º, 11º e 12º anos), e a turma de cada um desses anos recebe os seguintes nomes:

– Freshman: os do primeiro ano;

– Sophomore: os do segundo ano;

– Junior: os do terceiro ano;

– Senior: os do quarto ano.

Período integral

Ao contrário do Brasil, não existe a escolha de o aluno estudar de manhã, à tarde ou à noite. Isso porque as aulas começam de manhã (entre 7h30 e 8h30) e vão de 14h30 até às 16h, dependendo da escola, com pausa para o almoço, e não existe o período noturno.

São de seis a sete matérias por dia, divididas em blocos com pequenos intervalos. Além desses horários, ainda há as atividades extracurriculares depois das aulas, das quais falaremos daqui a pouco.

Outra grande novidade para os estudantes brasileiros é o ano letivo de lá: ele começa entre julho e setembro (final do verão e início do outono no hemisfério norte) e termina entre maio e junho (início do verão), com mais ou menos dois meses de férias. Há pausas para as festas de final de ano, de uma a três semanas, folgas de primavera (Spring Break) e feriados.

Sistemas de avaliação

Enquanto no Brasil o sistema de notas é numérico, indo de 0 a 10, lá ele acontece por letras, de A a F, sendo que de A a D ainda acontecem as subdivisões, observe:

– A+ (100 – 97), A- (96-93) e A (92-90);

– B+ (89-87), B- (86-83) e B (82-80);

– C+ (79-77), C- (76-73) e C (72-70);

– D+ (69-67), D- (66-63) e D (62-60);

– E / F (menos de 60).

Além do sistema de notas, para se formar numa High School também é necessário obter um determinado número de créditos acadêmicos por semestre, sendo que cada matéria tem seu número de créditos, definidos pelo estado ou pela própria escola.

Por isso, é importante que você verifique com sua escola brasileira qual a equivalência de créditos (ou seja, quais matérias deverão ser cursadas), para que o diploma do curso que você fez lá possa ser validado aqui.

Veja como aprender inglês no nosso e-book: Como aprender inglês morando nos EUA.

Liberdade de escolha

Pode ser esta uma das mais importantes diferenças entre a educação estadunidense e a brasileira. A partir da High School, o estudante é incentivado a escolher as matérias que deseja cursar, tendo em vista seus interesses para descobrir ou desenvolver talentos ou se preparar para o mercado de trabalho num nível mais técnico. Assim, dependendo do estado, da demanda e da oferta do distrito, a escola pode oferecer cursos como de culinária, marketing, economia doméstica, marcenaria, carpintaria etc.

Algumas escolas de High School oferecem esses cursos em diferentes níveis de profundidade:

– College Prep (CP): o mais básico;

– Honors: o intermediário;

– Advanced Placement (AP): o mais avançado.

Além disso, os alunos podem participar, depois das aulas, de atividades e clubes, aumentando seus conhecimentos na área que lhes interessa e se preparando ainda mais para o mercado de trabalho. Alguns exemplos são clube de debates, cursos de teatro ou de literatura etc.

Embora haja uma base curricular básica, cada estado é livre para segui-la ou não. No entanto, algumas matérias permanecem obrigatórias, como inglês, matemática e História.

Se quiser ter o melhor preparo para imigrar para os EUA, acompanhe todo conteúdo no nosso portal. E caso queira nosso apoio nesse processo, entre em contato.